Os filmes aqui sugeridos têm por temática a compreensão do outro a partir do olhar e das experiências de cada um, tratando muitas vezes de questões as quais ainda se matêm à margem das discussões educacionais
Terra. País: Brasil Direção: Maya Da-Rin Elenco: Documentário. Duração: 75 min. Ano: 2009
Brincando nos campos do senhor. Título original: At Play in the Fields of the Lord Pais: EUA Duração: 186 minutos (3 horas e 6 minutos) Gênero: Drama Direção: Hector Babenco Ano: 1991
Cafundó País: Brasil Direção: Clóvis Bueno e Paulo Betti Elenco: Lázaro Ramos, Leona Cavalli, Leandro Firmino, Flávio Bauraqui. Duração: 101 min. Ano: 2005
Dia de festa. País: Brasil Direção: Toni Venturi e Pablo Georgieff Elenco: Documentário Duração: 77 min. Ano: 2005
Do luto à luta. País: Brasil Direção: Evaldo Mocarzel Elenco: Documentário Duração: 75 min. Ano: 2005
ENCONTRO COM MILTON SANTOS OU: O MUNDO GLOBAL VISTO DO LADO DE CÁ: País: Brasil Direção: Silvio Tendler Elenco: Documentário Duração: 89 min. Ano: 2006
GAIJIN – AMA-ME COMO SOU: País: Brasil Direção: Tizuka Yamazaki Elenco: Tamlyn Tomita, Jorge Perrugoría, Nobu McCarthy e Zezé Polessa Duração: 131 min
Ano: 2005
Novo mundo.Original: Nuovomondo País: Itália/França Direção: Emanuele Crialese
Elenco: Charlotte Gainsbourg, Federica De Cola, Vincenzo Amato, Francesco Casisa, Ernesto Mahieux, Andrea Prodan, Filippo Pucillo, Aurora Quattrocchi, Vincent Schiavelli Duração: 112 min. Ano: 2006
O NOVO MUNDO: Original: The New World País: EUA Direção: Terrence Malick
Elenco: Colin Farrell, Q’Orianka Kilcher, Christian Bale, Greg Cooper, Jason Aaron Baca, John Ghaly, Michael Greyeyes, Jamie Harris, Christopher Plummer, Noah Taylor. Duração: 145 min Ano: 2005
PRO DIA NASCER FELIZ: País: Brasil Direção: João Jardim Elenco: Documentário
Duração: 88 min. Ano: 2006
Filmografia
Marcadores: No cinema com Bete Balanço
Construindo o conhecimento em História
Ensino de História e Culturas Indígenas na educação básica: construção do conhecimento para a harmonia e paz social.
Profª Elizabeth Salgado de Souza
Universidade Estadual de Santa Cruz/UESC [1]
O enfoque é a compreensão da diversidade étnica na construção do conhecimento histórico. Nessa perspectiva, debater os caminhos de uma ação pedagógica sobre os saberes e fazeres da produção cultural como bens da coletividade num processo de busca harmoniosa nas relações étnicas de convivência.
A razão da história não é ser funcionalista, mas é a História uma disciplina pedagógica em sua natureza. Por pedagógica compreendamos a estrutura educacional que o conhecimento histórico traz em seu processo de produção, para além do que nos mostra Jörn RUSEN[2] em sua matriz disciplinar.
Se bem observarmos esta estrutura poderemos acrescentar outros saberes aos inicialmente propostos, pois hoje sabemos da interdisciplinaridade como um componente do próprio modo de expressão e comunicação com o mundo das coisas e das pessoas. A tecnologia nos tem possibilitado a interdisciplinaridade e não apenas o acúmulo de informações e bricolagens do ensino do século passado. Segundo Paul VIRILIO[3] É preciso compreendermos a função da tecnologia no processo de produção do conhecimento dos jovens a quem educamos, por mais que isto nos custe ainda um certo mal estar na educação, pelo receio de sermos substituídos pela parafernália tecnológica ou por desconhecermos os novos paradigmas das gerações pós-muros de Berlim(1989) e pós-onze de setembro (2001). Estes doís acontecimentos marcam a reiterada exigência mundial – de todos os povos do planeta- em rever conceitos e preconceitos relacionados às etnias e aos problemas de religião, moradia, trabalho, lazer e afeto. Estas são questões cruciais de impedimento para uma relação harmoniosa entre pessoas e entre povos, cujos estados nação criam leis e regras de exclusão e enfrentamentos em constantes guerras entre tribos irmãs, como na região do leste-europeu (guerra de Kosovo 1992); como também a guerra do Iraque e os constantes conflitos inter étnicos no pais Basco (Espanha) e na região de Gaza (Palestinos e Israelenses). E as lutas diárias dos povos de África e dos povos da floresta na América Latina e no Brasil. E o que dizer, então dos povos urbanizados de origem do povo negro da terra[4] das diversas regiões do Brasil?[5]
O homem é por natureza, tribal: vive em grupo, estabelecendo uma tríplice relação entre conviver com a natureza, preservar a humanidade e produzir cultura. A construção do conhecimento sobre nós mesmos e o que somos nos exige olhar o outro que me é semelhante e tão diferente! Mas a todos os povos o que nos move são o sentir e o dizer, olhar e fazer, o viver e o morrer. É no inter mezzo do nascer e do deixar de ser que convivem as nossas vontades, os nossos sonhos, os nossos desejos, as nossas conquistas, as nossas lutas, as nossas vitórias e os nossos medos. Conscientização das nossas idiossincrasias nos permite reelaborar conceitos, rever posturas, modificar atitudes e transformar situações de vida
E é aqui que o conhecimento histórico sobre nós mesmos se configura e ganha espaço num tempo de longa duração que expõe ao outro atos, palavras e omissões num rito de passagem entre ser indivíduo e pertencer a uma coletividade: ser sujeito e viver em sociedade; ser cidadão e atuar na construção da nação. A consciência de povo nos é dada pela experiência do cotidiano de partilhar e repartir, de educar e aprender, de oferecer e esperar, de reagir e defender, de escolher e acolher. Este é o movimento da educação: identificar os percursos e as pedras a serem retiradas para suavizar a estrada e encontrar as fontes da sabedoria dos velhos e das crianças, a destreza dos jovens e dos adultos, a gentileza dos homens e a delicadeza das mulheres, pois a utopia da PAZ é uma forma de manter vivos os projetos, pois, “sonho que se sonha junto é realidade!” Cantou Raul Seixas
[1] Mestre em História Política do Brasil(UnB)Doutoranda em Educação (USP)
[2] RÜSEN, Jörn. Razão histórica. Teoria da história: os fundamentos da ciência histórica.
Tradução de Estevão de Rezende Martins. Brasília: Ed. UNB, 2001
[3] VIRILIO, Paul.The Art of the Motor. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1995.
[4] MONTEIRO, John Manuel. Negros da Terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994
Marcadores: Educação
Sobre nuvens e viagens
É interessante a vida. Mais ainda viver mudando e tendo sempre na busca de outros lugares e espaços o mote para seguir viagem, descobrir paisagens, aventurar-se em diferentes sítios e conviver com as mais distintas pessoas. Gosto muito desta vida assim. Nada de um dia comum igual ao outro e com rotinas estabelecidas. Sempre mudo o itinerário mesmo para ir à padaria, quanto mais para buscar novos ares e diferentes caminhos. Pois é, enfreto a cada dia vários leões apenas porque acredito na mais singela questão: a vida é para ser vivida. Entre o acordar e o tornar a dormir ouço de sons de pássaros até os eletronicos shows midiáticos. Ou fico em silencio perdidamente olhando o mar e o azul do céu. ah! e brinco de nuvem. Nunca brincou de nuvem? pois para mim é dos melhores exercicios de aguçamento do intelecto você descobrir formas nas nuvens e relaciona-las a animais, objetos, pessoas. Faz massagear as áreas esquecidas do cérebro. Acredite! Por que? simplesmente porque temos que fazer seleção, interpretação, ilação e elocubrações. E aprender a conceituar as coisas e as impressões. Conjugar estes verbos é fundamental para a saúde mental e literária e lógica e filosófica, ainda que não saibamos direito o que seja isto. Aliás, aí está o gostoso da brincadeira: brincar e pronto! Brincar de nuvem estimula criatividade, puxa pela memória afetiva, histórica e coletiva! Brincar de nuvem provoca reações instigantes nos campos visual, da linguagem, dos sons e pode até virar poesia. Brincar de nuvem ainda causa sensações: de bem-estar, de prazer, levando aos estados de devaneio. E sem qualquer quimica. Exige apenas o desejo e a vontade do livre arbitrio de ir e vir, de viajar nos céus atraves das nuvens e a partir dos sonhos.
O e-mail do Ubirajara
Caros amigos e irmãos, leiam que bonito depoimento o Ubirajara faz sobre a mamãe
ElizabethSalgado...novamente fiz a tentativa de registrar o meu comentario em seu Blog e não o consegui. Parece perseguição. Guarde-o em sua caixa postal...para posterior registro. Leia. Abcs. Ubirajara.
BeteSalgado...lembrei-me de sua mãe...a professora Dona Elza, que nos anos 60, quando eramos crianças, durante os fins de semana de "não ter nada para fazer" na cidade interiorana de Governador Valadares, saiamos em busca de programas diferentes como curtir o centro urbano, observar o cotidiano, apoiar as artes cenicas da troupes mambembes que perambulavam pelas ruas em busca de novo publico e convidando à descoberta de um mundo de fantasticas historias para contar. E vc aprendeu bem a lição...contando o seu modo de ver e viver as historias da vida. E como boa semente tornou-se herdeira da vontade de ensinar e participar de seus conhecimentos. "Ma Que Bella Mania...E Que Bellas Historias". Meu abraço. O amigo Ubirajara
* Estou pensando em atender a um pedido dos irmãos sobre escrever sobre Elza e José, nossos pais. Aguardem.
As Bruacas Culturais
Já viu alguma bruaca? É, geralmente quem conhece uma bruaca é quem anda pelos sertões deste nosso país, em lugares onde permanecem os costumes tropeiros de carregar os cavalos com aquelas caixas feitas de couro de boi recheadas de todo tipo de alimento. Mas as bruacas atuais na Chapada Diamantina tem por função carregar idéias, histórias, conversas e livros, trazidos de longe para encantar crianças, adultos e jovens. Um grupo de mulheres sái pelos caminhos malhados de areia, em campos cobertos de flor de café, em pastagens douradas de capim, atravessando os rios de contas, os corrégos de manacás, atreladas aos cipós e dormindo nos paióis para levar a quantos puderem a palavra mais que sonora da leitura de mundo!
Sobre as Bruacas Culturais
Na Chapada Diamantina, na Bahia, precisamente na cidade de Piatã, um grupo de mulheres se reune para difundir a lingua portuguesa, conversar sobre os saberes e fazeres culturais de cada sítio que visitam e levar até os rincões dezenas de livros para crianças, jovens e adultos se deliciarem. Entrem no site http://pontoapontobahia.wordpress.com/bruacas-culturais/
apresentação
Bete Salgado é aquela que deixa gravada em qualquer mínima mente humana sua imensa e abençoada característica de caricatura. Bete Salgado é aquela que deixa aos outros não semelhantes uma considerável inveja pela sua maravilhosa animação. A Bete é uma viajante, mochileira, professora, poeta, desenhista, etc. É aquela que a qualquer momento se dispõe livre para alguma aventura, e com asmalas no carro! É aquela que, como todos os outros, procura aventura para, logo, renovar-se e viver de verdade...Bete Salgado pode ser, além de tudo isso, ainda, a mulher que faz uma fuga da própria casa, morando sozinha!
Caros amigos, amigas e visitantes
Aos 30 dias de blog no ar, chegamos à marca de 700 leitores!
Queria muito agradecer a quem passou por aqui prestigiando esta página e também comentar alguns e-mails recebidos.
Assim, observei que o pessoal entra mas não se identifica. Será que lêem mesmo o blog? Ou apenas comparecem?! Porque apenas 18 pessoas até agora participaram da votação do mês? Por que só 08 pessoas postaram algum comentário?
Em criança ouvia em casa que a gente deixa de se expressar sobre o que pensa e sente e aí fica um vazio entre o que idealizamos e o que fazemos, porque a troca não aconteceu.
Bem, verdade que muitos me enviaram e-mails dizendo que não conseguiram blogar. Então aí vai TINTIM por TINTIM como proceder para postar um comentário, ok?
Basta você se logar com uma conta Google, clicar onde diz comentários, escrever sua opinião em Faça um comentário e publicar-lo.
Fica aí aberta a página a ser preenchida, colorida, gravada, assinalada, sonorizada, entrecortada, inacabada – porque só existirá se fizer sentido, se tiver significado, se abrir janelas e sair porta afora!
No cinema com Bete Balanço
03 de setembro a 17 de outubro de 2008 www.sescsp.com.br porque acontece também em diferentes capitais e cidades do país, inclusive com veiculação pela internet.
Tatu Penna
Tatu prá mim é assim uma espécie de mago e ator, todos dois seres fora da lógica dominante do bem e do mal, do luxo e do lixo, do bom e do ruim. Acima destas dicotomias construídas por um mundo incompreensível, Tatu traduzia peças, introduzia sons, recitava versos e trazia para o centro de m mesmo grupo pessoas de diferentes formas e cores, de diversas crenças e lavores. Palco e rua eram lugares e espaços lúdicos de reuniões sérias e deslavadas gargalhadas e apresentações em que atores sociais se representavam a si mesmos e invertiam papéis entre si para chamar a atenção para fatos rotineiros de uma cidade surda e muda obstinada em negar vida e sentimento a uma população mesclada de nativos e forasteiros, transeuntes e passantes, gaveteiros, garrafeiros, tropeiros, artesãos, fanfarrões, arteiros e sóbrios, artistas e sobranceiros, casadoiras vestais e ripongas, comadres e camofas, bêbados e abstêmios. No caldeirão do mago Tatu Penna tudo valia a alma que não era pequena e o palco se fazia ali mesmo na sarjeta e na igreja, na esquina e no teatro, com cenário e sem a luz, sob a lua e Deus por testemunha!
Tatu por onde andas tu?
Saudades do Brother, da Sueli Damasceno, do Silvério, do Manteguinha, da Rita, do Ney Kokada, da Hilda, do Jader, do Sabonete, da Eva, seu Raimundo, da Joana e da Marlene, nos laboratórios de formação do ator-cidadão. Do sujeito-gente. Do verso e prosa transformado em oratória e palavras de ordem!
Tatu sai da toca, uai!
ANDARILHOS E CAMINHANTES
Aqui é um espaço sobre pessoas que encontramos vida afora e nos marcaram para sempre.Você pode enviar seu texto também, se quiser, ok?
Retrato partido
Desde muito cuido para que as fotos sejam registros do acontecimento - sejam elas paisagens – rurais e urbanas; sejam pessoas desconhecidas, amigos e parentes em festas, e até aquelas fotos que aparentemente deram errado – uma lua lá longe num fundo totalmente escuro, ou uma sombra do objeto a ser fotografado.
Sempre defendi que jamais se recortem as fotografias. Mesmo as atuais digitalizadas. Nada de reeditar uma foto, de mudar a luz, retocar as cores, aprofundar o campo.
Por isso, quando me vi diante da nossa foto em que nossos sorrisos estampam uma imensa alegria, compreendi o que significavam as tantas fotos que amigas – ainda na adolescência, para espanto meu! - tesouravam o rosto e o corpo do amado, depois de um final de namoro; ou a tia mais velha retirava com fúria a presença de um membro da família que a partir daquele dia passava a ser persona non grata! por qualquer motivo de finanças desviadas.
Para meu espanto, agora na maturidade! eu tinha diante de mim a nossa foto feliz e com o mouse eu roia, como um rato, o queijo. Ou seja, consumida pela tristeza, apagava devagar a presença de você na foto–testemunho de um dia especial no qual compreendi, ao mesmo tempo, que a impossibilidade de tê-lo assim tão meu tornara-se maior que a felicidade em vê-lo tão poucas vezes assim tão próximo. Foi aí que ao ver o retrato partido em dois – você de um lado, separado de mim, sorrindo para mim e eu na mesma pose mas sem tocá-lo, sem sentir seu suor, sem provar dos seus beijos, distante de seu calor - foi nessa hora mesma que decidi separar-me de fato e não da foto.
Ainda bem que o mundo digitalizado me permitiu juntar nós dois na foto, para deixar registrado o acontecimento do dia feliz, guardando a partir de agora em um arquivo qualquer dos meus documentos, como que escondendo um segredo jamais revelado. Porém, mesmo ganhando a minha liberdade para além da fotografia, ali está o nosso sorriso de felicidade momentânea que durante anos permitiu sonhos e trouxe alegria para o meu coração partido – uma síndrome muito comum que acomete pessoas que acreditam no amor.
Questão de honra
Assunto: CONHEÇA A CHAPADA DIAMANTINA ANTES QUE ACABE
Para: jequi2009-da-foz-a-nascente@googlegroups.com
Data: Terça-feira, 23 de Setembro de 2008, 11:18
| Caros amigos, A Chapada Diamantina conhecida por suas belas paisagens e História pede socorro Urgente!!! Empresas de Mineração estão comprando as serras do entorno do Parque Nacional da Chapada. Isto vem acontecendo na região de Jussiape, Abaíra e Piatã. Aqueles que conhecem Minas Gerais e suas áreas de Mineração sabem muito bem do que estou falando e do futuro que aguarda a Chapada se as mineradoras vêm para cá! Vejam a serra do Curral, as serras de Itabira, região de Ouro Preto comparem fotos de alguns anos atrás com fotos atuais e sintam o drama que aguarda a Bela Chapada Diamantina no coração da Bahia!!!! Isto não é especulação é REALIDADE! a GERDAU já está aqui!!!! É bom lembrar também que essa é uma região de berços de água. As bacias do Rio das Contas, do rio Paraguaçu e também do São Francisco tem aqui suas nascentes e tributários!!! e água é um dos problemas futuros, todos nós sabemos disso. Vamos nos movimentar!!!!! Brígida Salgado Fazenda Flor de Café Malhada de Areia CEP 46765-970 Piatã BA Tel 77 34792157 |
De mochila nas costas ou malas no carro - refazendo o caminho de volta
Estrada Ilhéus-Itabuna – ainda há o verde e o colorido das acácias, dos pés de fruta-pão, do cheiro das jacas, do vermelho das espatódias – com direito a parar no Banco da Vitória para comer frutos do mar ou carne de sol.
Estrada real 1. entre Belo Horizonte e Ouro Branco
Tome o caminho de Nova Lima passando por Macacos, São Sebastião das Águas Claras, atravesse até Rio Acima e chegue
Estrada real 2. – – entre Ouro Branco e Mariana – ainda o percurso de tropeiros e bandos dos séculos XVII e XIX passando por Itatiaia, a Chapada e o Salto, Lavras Novas, e se tiver de jeep ou moto, procurando Mainart, Cibrão e Vargem a caminho de Mariana.
Estrada real 3. Entre Mariana e Ouro Preto, Passagem com sua mina de ouro desativada mas transformada em lugar de turismo, bons restaurantes como o Sinhá Olímpia e pousada da Serrinha, além do bar Pé de Serra, a igreja setecentista de Nossa Senhora da Glória e a estação de trem. Até o Ouro Preto uma vista do pico do Itacolomi e o chafariz das Águas Férreas.
Estrada real 3. entre Ouro Preto e Passa Tempo – ainda os lugares e rincões da mineiridade, da minha infância e juventude: Cachoeira do Campo, Belo Vale, Congonhas, Jeceaba, Entre Rios de Minas, Desterro de Entre Rios, Passa Tempo.
Passa Tempo citada por Saint Hilaire e por Guimarães Rosa, cidade quieta entre o rio Pará e o Paraopeba: calma, mansa onde o tempo fixa imagens e processa outros sonhos.
CHEZBEBETE
Meu nome em hebraico é shebabete – que significa morada de Deus. Como adoro morar nos mais distintos e diversos lugares, acredito que chezbebete, além de fazer alusões à moradia francesa - meio bistrô meio pousada - revela um pouco mais de minha cigana vida, lugares onde em algum momento vivi no paraíso
www.pousadadaserrinha.com.br o recanto da Passagem entre Ouro Preto e Mariana, com quintal, horta, balanço e mata nativa
www.ladolcevita.com.br as delícias da brisa do mar no chão de Ilhéus. Café da manhã à beira-mar e noites de lua cheia bebericando bons vinhos ao som da boa música italiana.
www.caprichoasturiano.com o encanto das Astúrias no sabor das carnes de aves com direito a sobremesa no ‘leche cosido’,
www.cifsj.org.br Blumengarten O convento transformado em albergue onde o som dos cantos religiosos interagem com o perfume das rosas e das parreiras de uva. Lá as freiras cuidam da alimentação e de um centro de terapia natural. A cidade é quente no verão com cachoeiras e fria no inverno com sopas quentes e comida alemã.
www.formule1.com.br o jeito mais simples de estar numa cidade grande como Sampa e ir e vir sem grilos, com segurança e gentileza – F1 Paraíso.
Sítios que a Bete gosta
Mundo virtual de arte, beleza, cultura e afetividade.
www.cinequanon.art.br – filmes, criticas e boas idéias sobre cinema
www.digestivocultural.com.br – tudo que um sítio legal pode ser – para todas as idades, com um grupo de jovens muito legal no comando
www.sescsp.com.br dicas de cultura, música, arte e cinema, além de vida saudável – e mais, programação para Sampa, Rio, Belo Horizonte, Salvador e interior de São Paulo
www.itaucultural.org.br tudo de vídeo artes plásticas e música, projetos educativos e novos rumos culturais, em sete cidades brasileiras
www.universodoconhecimento.com.br cursos palestras conferências e intercâmbio, com assuntos da atualidade para todos os públicos
www.casadosaber.com.br cursos palestras exposições conferências com gente bacana para todos os públicos
www.revistamuseu.com.br revista eletrônica com ISBN, publica artigos interessantes sobre arte, patrimônio cultural material e imaterial, cursos, programação de museus e casas de cultura, parques e jardins nacionais e internacionais. Dicas de concursos nas áreas de museologia, museografia e patrimônio cultural.
www.scielo.br publicação acadêmica da melhor qualidade e nos diversos campos do conhecimento
www.centrodametropole.org.br tudo sobre São Paulo – a cidade e seus moradores e suas múltiplas faces – do acadêmico ao mais singular saber.
http://.guia1.folha.com.br a cada sexta-feira tudo que acontece e existe pra se divertir, conhecer e ver
http://mariantonia.locaweb.com.br aqui tem de tudo para todos
www.uesc.br uma universidade jovem com cursos de graduação e pós-graduação em várias áreas do conhecimento no litoral da Bahia
www.ufop.br uma universidade no interior de Minas com cursos de graduação e pós-graduação em História outras áreas do conhecimento
www.lacucarachadesign.blogspot.com o sitio do Gabriel e do Narowé, os responsáveis pela criação da minha página
De carona, confesso que vivi
Entre os anos 67 e 81, carona foi o meu modo de viajar e conhecer o Brasil. Foram viagens para o norte, o nordeste o centro oeste e o sudeste. Geralmente durante as férias escolares. Muitas estradas. Muitas cidades, alguma metrópole? muitos distritos, muitas roças, e muita gente boa conheci pela estrada afora...
Aos poucos quero contar as histórias vividas nestes encontros entre pessoas e a natureza, sobre conhecimentos e aprendizagens, muito além das montanhas e nos planaltos e planícies deste país.
O batismo das caronas aconteceu mesmo dentro de Belo Horizonte, indo do bairro da Renascença para o centro, a Floresta, a Serra, a Savassi e o Coração Eucarístico. E também entre as ruas da Bahia e Silviano Brandão, indo para Sabará, Caeté, Ravena, Borges (na beira do Rio das Velhas) ou entre as avenidas Afonso Pena e a então famosa BR 3, hoje BR040, a caminho de Itabirito, Ouro Preto, Congonhas, Barbacena, Juiz de Fora.
E a estrada preferida Fernão Dias entre BH e Lavras, com direito a idas e vindas a Betim, Crucilândia, Carmópolis, Perdões, Ribeirão Vermelho, 3Corações, Varginha, Nepomuceno, Carrancas, São João Del Rey e Tiradentes.
Muitos estranhavam o trio de duas meninas-moças e um rapazinho – á beira da estrada cantarolando “ Eu não posso mais ficar aqui a esperar(...) vejo carros, caminhões, a passar por mim, estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim...” angústias juvenis da espera e da momentânea solidão de quem queria sempre ir adiante. Às vezes o Lucas entrava numas...
Hoje talvez cantássemos “Ando devagar porque já tive pressa...”
Ai ai! Bateu saudades dos irmãos companheiros de mi vida!!!! O irmão mais novo mora em Carrancas e tem lá um restaurante bacana com comidinhas mineira e contemporânea. A irmã caçula mora na Chapada Diamantina, em Piatã onde planta café orgânico numa fazenda na nascente do rio de Contas.
O outro irmão do meio mora em Florianópolis, Santa Catarina e tem um sítio pros fins de semana
O hábito de viajar e sair por aí ‘com meu violão debaixo do braço’ é uma herança da mamãe e do papai, que sempre gostaram de desvendar caminhos, encontrar saídas e conhecer lugares, incentivando esse ‘gostar de viajar’ em cada um de nós.
Hoje, sinto-me feliz quando estou na região de Ouro Preto e Mariana onde o costume de pegar e dar carona ainda permanece, graças às universidades de Ouro Preto (UFOP) e de Viçosa (UFV), cujos estudantes empunham cartazes indicando para onde querem ir, ou simplesmente ficam nos ‘pontos de carona’ à espera do primeiro carro ou caminhão que gentilmente parar e levar. A regra básica de caroneiro que se preza é ir até onde o motorista for, ou parar próximo de onde vai. Em BH também existem pontos de carona para ir até a UFMG. Uai, sô! A carona é um jeitinho mineiro de economizar dinheiro, chegar rápido e fazer amigos.
Amores de Isabel
Desde muito cuido para que as fotos sejam registros do acontecimento - sejam elas paisagens – rurais e urbanas; sejam pessoas desconhecidas, amigos e parentes em festas, e até aquelas fotos que aparentemente deram errado – uma lua lá longe num fundo totalmente escuro, ou uma sombra do objeto a ser fotografado.
Por isso, quando me vi diante da nossa foto em que nossos sorrisos estampam uma imensa alegria, compreendi o que significavam as tantas fotos que amigas – ainda na adolescência, para espanto meu! - tesouravam o rosto e o corpo do amado, depois de um final de namoro; ou a tia mais velha retirava com fúria a presença de um membro da família que a partir daquele dia passava a ser persona non grata! por qualquer motivo de finanças desviadas.
Para meu espanto, agora na maturidade! eu tinha diante de mim a nossa foto feliz e com o mouse eu roia, como um rato, o queijo. Ou seja, consumida pela tristeza, apagava devagar a presença de você na foto–testemunho de um dia especial no qual compreendi, ao mesmo tempo, que a impossibilidade de tê-lo assim tão meu tornara-se maior que a felicidade em vê-lo tão poucas vezes assim tão próximo. Foi aí que ao ver o retrato partido em dois – você de um lado, separado de mim, sorrindo para mim e eu na mesma pose mas sem tocá-lo, sem sentir seu suor, sem provar dos seus beijos, distante de seu calor - foi nessa hora mesma que decidi separar-me de fato e não da foto.
Ainda bem que o mundo digitalizado me permitiu juntar nós dois na foto, para deixar registrado o acontecimento do dia feliz, guardando a partir de agora em um arquivo qualquer dos meus documentos, como que escondendo um segredo jamais revelado. Porém, mesmo ganhando a minha liberdade para além da fotografia, ali está o nosso sorriso de felicidade momentânea que durante anos permitiu sonhos e trouxe alegria para o meu coração partido – uma síndrome muito comum que acomete pessoas que acreditam no amor.
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